Chico visita Divaldo durante um sonho
Ana Maria Spränger Luiz
Até que o fato relatado aqui poderia ser considerado também como um novo lindo caso de Chico Xavier...
Ouvimos, com muita emoção, do próprio Divaldo Franco. Estava ele cansado. Pudera, havia chegado de um longo roteiro de palestras e entrevistas sobre o Espiritismo em diferentes países, e naquela noite dedicava-se a escrever cartas e mais cartas a irmãos que lhe confiavam seus sofrimentos. Participara de reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, e até pensara em dormir um pouco mais cedo... Eram três horas da madrugada.
Disse Divaldo que sentia enorme vontade de conversar, de falar de seus problemas com alguém, e de súbito, pensou em Chico Xavier."Como seria bom se ele estivesse aqui...", pensou. Não demorou e Divaldo dormiu. Dormiu e "sonhou".
Divaldo acrescentou que Chico Xavier apareceu, em "sonho", e perguntou:
-"O que foi, Divaldo? Qual o motivo do aperto no coração?"
-"Não sei, Chico. Sei que queria muito conversar com você, contar-lhe alguns casos. Precisava falar-lhe."
Chico Xavier ouviu atenta e carinhosamente e depois voltou a falar:
"- Meu filho, leia "Celeiro de Bênçãos".É um verdadeiro celeiro esse livro."
"- Ah! Fui eu quem o psicografou, Chico!"
"- Psicografou, meu filho, mas não leu... Leia também "Apresento- lhes a Baronesa".
No dia seguinte Divaldo despertou refeito e, animado, acorreu bem cedo a uma livraria e foi logo pedindo à vendedora aquele livro. Novas surpresas...
"- Como é o nome do livro? Apresento-lhes a Baronesa, Edições Paulinas? Nunca ouvi falar dele. E nunca vi esse livro por aqui..."- disse a moça.
Mas Divaldo não desistiu. Olhou para a moça, sorriu e disse:
"- Moça, se Chico Xavier falou, mesmo em sonho, está falado...Por fineza, procure o livro..."
E ela:
"- Francamente, moço... um livro encomendado num sonho!... mas de súbito exclamou. Chico, aquele que fala em reencarnação, e que conversa com espíritos?"
E foi procurar o livro.
Não se passaram muitos minutos e ela voltou lá do interior da loja trazendo o livro que encontrara num dos balcões.
Divaldo conta que sentiu emoção e alegria.
in SEI de 24.04 1992