Organizando, participando ou assistindo as palestras de Divaldo aqui no Rio de Janeiro, muito tenho aprendido com as situações por ele vivenciadas. Não foram poucos os instantes de aprendizado. Contou-nos ele mesmo que, quando jovem trabalhava no antigo IPASE em Salvador. Perto de sua mesa sentava -se uma simpática e alegre colega, Georgeta Franco. O chefe de ambos, homem muito correto, mas um tanto austero, não admitia brincadeiras em serviço.
O médium era, então, responsável pelo atendimento ao público. A todos que chegassem ao balcão deveria ele fornecer informações sobre a situação do segurado. Era comum que para lá se dirigisse várias vezes durante o dia.
Nessas ocasiões Divaldo notava que seu chefe o olhava contrafeito. O rapaz não entendia o porquê dos olhares. Certo dia, após ir ao balcão atender um segurado foi interrogado pelo chefe, quando passava pela sua mesa :
"- O que é agora?’
"- O chefe não está vendo o cliente?"
"- Que cliente? Como é o nome dele?"
E quando Divaldo se virou para o balcão, para sua surpresa, o segurado havia desaparecido. Só ele o havia visto, era um desencarnado! Foi então ao "arquivo-morto" e lá estava a ficha do senhor que acabara de falar com ele...
Conversando com sua amiga Georgeta Franco, combinaram um pequeno esquema para o livrar daquelas situações no ambiente de trabalho.
"- Divaldo, quando alguém aparecer no balcão você deve primeiro olhar para mim. Se eu estiver vendo alguém farei um pequeno sinal com a cabeça e então você se levanta e atende ao segurado, está bem?"
E assim ficou acertado. Durante todo o dia Divaldo olhava várias vezes para Georgeta e esta delicadamente lhe acenava com um não. Outras vezes, a querida amiga, afirmativamente, balançava com a cabeça um sim.
O episódio está aqui registrado e servir-nos-á, trabalhadores de diferentes instituições espíritas, ou não, para que possamos refletir em nossas próprias atitudes, no desempenho de nossas atividades. Frequentamos o Centro Espírita de nossa eleição, tomamos passes e, de lá nos retiramos julgando-nos aptos aos Mundos Regeneradores.
Estaremos realmente fazendo a parte que nos compete? São algumas das muitas indagações que nos surpreende a mente quando tomamos conhecimento de alguns percalços dos trabalhadores do Bem.