Terça-feira, 27 de março de 2007.
A noite foi cheia de emoções, desde a apresentação do grupo Canarinhos de Aracaju à entrega de placas comemorativas a Divaldo Franco. Uma pela Federação Espírita de Sergipe e outra pela União Espírita Sergipana, instituição onde em 27 de março de 1947, ainda localizada á Rua de Santa Luzia, Divaldo Franco proferiu sua primeira palestra pública.
O Presidente da Federativa Sergipana, Júlio César Freitas Góis, abriu oficialmente os trabalhos daquela comemoração, agradecendo a Divaldo Franco pelos inestimáveis serviços prestados à divulgação do Espiritismo no mundo, onde já visitou cerca de inúmeros países em quatro continentes, e já proferiu em torno de 12 mil conferências, sempre requisitado para os mega eventos espíritas nacionais e internacionais.
Sob o aplauso do público que ficou de pé, Divaldo Franco proferiu sua palestra agradecendo a Deus por ali estar, comemorando com irmãos de ideal e com pessoas das mais diversas religiões.
Na sua fala o tribuno baiano fez uma digressão da sua vida, falando da sua mediunidade que lhe permitia em tenra idade, ver e conversar com os espíritos, e repassar às pessoas o que eles lhe diziam, sendo alvo de algumas surras da parte do pai, constrangido pelas conversas que lhe chegavam das pessoas da cidade de Feira de Santana, espantadas com as revelações do menino.
Discorreu sobre como um católico, freqüentador assíduo da igreja tornou-se espírita.
Um espaço da sua palestra Divaldo Franco dedicou a Aracaju, afirmando a representatividade da capital sergipana em sua vida, narrando aos presentes, as circunstâncias que o levaram a proferir na noite de 27 de março de 1947, sua primeira palestra pública, quando emocionado teve sérias dificuldades para transmitir elementares mensagens. Frisou que a ocasião de desespero lhe toldou o raciocínio, levando-o a desistir de sua exposição. Assinalando porém, que o seu gesto foi reprovado por um espírito que adentrou ao recinto, e que lhe disse chamar-se Humberto de Campos.
O Vereador João Francisco (Chico Buchinho), que representou a Câmara de Vereadores no ato, fez comunicado à diretoria da Federação Espírita que dera entrada em propositura naquela Casa, instituindo o dia 18 de abril, como o Dia do Espírita.
Parabéns Divaldo, Deus te guarde!