Manoel Philomeno de Miranda
Recordo-me do livro "Nas Fronteiras da Loucura "da Editora LEAL, da lavra psicográfica de Divaldo Franco tendo como autor espiritual Manoel Philomeno de Miranda, confrade que militou na União Espírita Bahiana e, que enquanto encarnado, dedicava-se à doutrinação nas mesas mediúnicas com muita experiência no assunto. Após o seu desencarne dedica-se, inteiramente à proxilaxia da obsessão, trazendo-nos o assunto sempre à baila com ensinamentos primorosos.
O livro fala-nos, entre dissertações belíssimas de Dr. Bezerra de Menezes, atuante em suas páginas, de cinco problemas que ulceram o organismo social da Humanidade durante os festejos momescos:
- o aborto provocado e suas consequências - caso Julinda e sua mãe;
- os desregramentos sexuais versus suicídio -caso Ermance e sua avó;
- as drogas e seus efeitos antes e depois do desencarne - caso Fábio;
- homicídios devido ao comportamento da própria vítima;
- a invigilância que afeta a todos e em especial aos médiuns, através a conduta e os pensamentos mais íntimos em sintonias psíquicas com entidades perversas, gerando obessões como no caso Marcondes e Raulinda - Julia e Dr.Otávio.
Tratando do poder da oração desde as primeiras páginas esse verdadeiro compêndio poder-se-ia intitular "O poder da prece " já que nos explica sobre:
- o socorro em zonas pantanosas para beneficiar as trevas;
- a necessidade de focos de luz irradiantes tais quais os Centros Espíritas com portas abertas ou de nossos lares em permanente vigília, para auxílio e soerguimento aos necessitados.
Conclui nos ensinando então:
- que a caridade e o perdão não compactuam com o erro e a criminalidade. Diagnosticando o mal, propõem terapias para correção e extinção deles;
- educar e reeducar são recursos de amor, terapias que fazem muita falta na Terra!
- que o único título que Jesus aceitou foi o de Mestre, que O era, demonstrando que a Terra é um educandário e que nós alunos Seus que somos, podemos optar aprender com Ele ou com o sofrimento;
- convocados ao auxílio a todos atendamos com compaixão;
- esclarecimento ao jovem e ao toxicômano internamento para terapia apropriada;
- amparo ao jovem e reeducação em estabelecimento próprio ao delinquente juvenil;
- orientação ao homicida durante o cerceamento no cárcere para dignificá-lo.
Quem não o leu ainda não sabe o que está perdendo!...