Homenagem Divaldo Franco é o mais novo doutor honoris causa da UFBA Numa solenidade marcada pela simplicidade, tão ao gosto do próprio homenageado, sem a pompa que costuma envolver, tradicionalmente, as cerimônias de outorga do título, o educador espírita baiano Divaldo Pereira Franco tornou-se ontem, 9, doutor honoris causa pela Universidade Federal da Bahia. Perante o Salão Nobre tomado por amigos e confrades do carismático tribuno do Espiritismo, reconhecido tanto no Brasil quanto no exterior, o professor emérito da Escola de Administração João Eurico Matta fez a saudação do novo doutor, descrevendo seu perfil de educador responsável pela formação humanista não só de crianças e jovens, mas também de homens feitos, pela proposta holística e integral da Doutrina Espírita. O Prof. Matta chegou mesmo a comparar Divaldo Franco a grandes nomes da Educação mundial, ressalvando, contudo, que, enquanto muitos dos afamados teóricos titubeavam, o professor primário nascido em Feira de Santana afirma sempre sua convicção nas propostas firmadas na ética cristã e teocêntrica capazes de dar ao homem a dimensão mais coerente para sua educação, em todos os aspectos. Matta também ressaltou o caráter transdisciplinar da homenagem a Divaldo, caracterizada pela subscrição de diferentes unidades da UFBA à proposta da Faced, o que mais qualificava a concessão do título ao líder espírita. Agradecimento a Kardec
Por sua vez, o homenageado, agradecendo a distinção da UFBA, aprovada pelo Conselho Universitário, em atenção a proposta a Congregação da Faculdade de Educação, revelou que o título não cabia em si mesmo, mas ao Codificador do Espiritismo, Allan Kardec (cognome do educador francês Hippolyte Denizard Rivail, aluno de outro grande educardor, o suíço Henri Pestalozzi), que foi com quem aprendeu o que hoje sabe e de quem sorveu os conhecimentos doutrinários que hoje o colocam na linha de frente do movimento espírita. Ao final da solenidade, presidida pelo reitor Heonir Rocha, que destacou as "qualidades intrínsecas" de Divaldo Franco, desenvolvidas ainda pelos dons mediúnicos que o homenageado detém, crianças invadiram o Salão Nobre e entregraram rosas a Divaldo, enquanto o Madrigal da UFBA entoava os versos da Canção da América: "Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito..." |