| PERDÃO Ana Maria Spranger Luiz Já o dissera o apóstolo Paulo ....Ó morte, onde está teu aguilhão?... Pela tela da minha memória passa-se um encontro que uma senhora, levando uma amiga bastante aturdida obteve com Divaldo Franco na Mansão do Caminho, o caso era muito grave. A senhora contou ao médium que sua amiga estava no portão da casa despedindo-se de seu filho, que se dirigia ao curso Supletivo noturno, quando de repente um outro jovem desceu de um automóvel e, à queima roupa deu dois tiros no estudante que desencarnou nos braços da mãezinha ali mesmo. O assassino que era usuário de drogas, estava agora na prisão. Estavam pois na sala o médium, a senhora, a amiga e o marido. Divaldo não sabia o que dizer assim de imediato e...percebeu a benfeitora de todos nós, Joanna de Ângelis, bem atrás dos companheiros que o visitavam a lhe dizer: "- Parabenize-a! " Divaldo pensou que não teria coragem de dar parabéns a uma senhora açulada por tão grave acontecimento, mas... Joanna de Ângelis repetiu: "- Parabenize-a por ter sido ela a mãe da vítima e não a do algoz! " Divaldo então, seguindo orientação da mentora espiritual assim procedeu ao que a senhora prosseguiu: "- Dar-me os parabéns pelo filho morto? " "- Ele não está morto! A vida continua... A morte não existe... O assassino é mais infeliz. Não esquecerá o barulho dos estampidos, ficar-lhe-ão nos refolhos da alma... Vejo nesse instante chegar, amparado, seu filhinho, desejoso de lhe afirmar tudo isso ao lhe transmitir o final da frase que estava proferindo ao levar os tiros." "- É verdade, a frase que ele estava me falando foi interrompida." E o rapaz acercando-se de Divaldo Franco, através a psicofonia, balbuciou para a mãe a frase que ficara inarticulada.. Ele exortou aos pais o perdão, que visitassem a mãe do outro rapaz, afirmando que por certo existiria uma causa anterior para o ocorrido, que ele ainda não atinava mas, que futuramente, quando mais fortalecido, seria esclarecido. Sua avózinha o recebera no mundo espiritual. Todos choravam. Abraçaram-se ao filho que voltara, enternecidos. Depois, o médium interrogou à mãezinha : "- E então? " E ela ingenuamente: "- É meu filho falando ou é o Sr. Divaldo? "- Sou eu, Divaldo, já na consciência lúcida do presente. Mais confortada? "- Vou seguir a recomendação de meu filho, visitarei a mãe do outro. Eu a odiava...mas agora não posso ter mais esses sentimentos maus !" No sábado seguinte, as duas trouxeram uma moça, que Divaldo percebeu ser a mãe do outro rapaz. E a mãezinha reconfortada, usou de uma expressão muito feliz ao apresentá-la à Divaldo: "- Essa é a mãe do amigo de meu filho." "- Amigo, porque não fala do assassino de seu filho? ", disse a outra. "- Seu filho está doente- disse-lhe Divaldo- vá visitá-lo na prisão, antes que coisa pior aconteça. Não foi ele quem matou, foi o efeito da droga... Ele só tem 16 anos, pode não suportar tanto sofrimento, pode matar-se, agravando todo o quadro! Ao chegar dias depois ao presídio, a moça encontrou o filho extenuando e aflito, que ao vê-la atirou-se-lhe aos braços, agradecido pela visita. Afirmou-lhe após alguns minutos de conversa que certamente tentaria matar-se mas que agora tudo se fazia sol diante da presença da mãe. Diz-nos Joanna de Ângelis à pag.24 do livro "Vida Feliz": "Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço. O homem mau se encontra doente e ainda não sabe. Dá-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo. Se alguém te ofende, o problema é dele. Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu. O ofensor é sempre o mais infeliz. Conscientiza-te disso e segue tranqüilo. |