Meus irmãos, os seareiros que se dispõem ao Bem, estão sempre assoberbados com inúmeras atividades. Particularmente, no caso de Divaldo Franco, ficam-lhe ao redor pedidos, cartas, mensagens, uma série de tarefas a cumprir num curtíssimo e reduzido espaço de tempo.
No passado, no entanto, as tarefas eram um pouco menos intensas do que hoje, e Divaldo, certa vez, ao retornar dos seu labores, surpreendeu-se com o pedido dos meninos residentes na "Mansão do Caminho"que instavam fossem eles, todos juntos, à praia para se beneficiarem de horas merecidas de lazer.
Divaldo aquiesceu. E lá se foram eles acompanhados de uma bola de futebol. O médium e orador baiano, como não tivesse intimidade com o referido jogo, ficou a olhar o mar, as nuvens, as ondas a baterem nas areias deitado numa toalha.De repente, eis que bonita moça numa sumaríssima roupa de banho, se aproxima dele. Os meninos exultam por ver tão fogosa jovem interessada no "tio" deles e,com gestos, de longe, incentivam o jovem conferencista a conversar, dialogar, a flertar com a moça.
Divaldo, no entanto, "tem olhos de ver", e, percebe que a jovem era seguida de perto por sua mãe desencarnada, que aflita, num diálogo inesquecível, lhe pede:
"-Salve minha filha de seu comportamento equivocado!"
Os dois começam a dialogar.
Os garotos da "Mansão do Caminho" não sabiam se jogavam bola ou se os olhavam tão encantados estavam com aquele fato inusitado.
Divaldo pergunta à moça se gostaria de se encontrar com ele, naquela mesma noite. A jovem aceita. Ele , no entanto, avisa-a que já houvera se comprometido a apresentar-se a um grupo de pessoas. Mas, se ela pudesse ter com ele no endereço que iria lhe fornecer , após o referido compromisso, ficaria ao seu inteiro dispor.
A moça, por certo, acreditou que se tratava de algum cantor, pois perguntou:
"-Será uma festa?"
-"Sim. Será uma bonita festa.Vá a esse endereço às 20 horas. Espero você lá". Ao longe música estridente fala de jeans,carrões,de festas de arromba...
Vinte horas. O "Centro Espírita Caminho da Redenção" regurgita de pessoas interessadas em seguir o Mestre Jesus. Aguardam o jovem médium e orador que a todos encanta com sua palavra de verdadeiro êmulo do Cristo. Ele canta as Bem-aventuranças como muito poucos. Suave música harmoniza o ambiente...
A moça chega muito bem vestida. Muito maquiada. Senta-se e espera.
Divaldo entra. Cumprimenta a todos e a ela em particular com leve aceno; fala de dignidade e de honra; de respeito próprio;de auto-estima; de sexo com responsabilidade.Todos se emocionam ao final da preleção. Depois da palestra convida-a para, reservadamente, conversarem.
Encontram-se numa saleta. Divaldo abre O Evangelho Segundo o Espiritismo e lhe dá um passe demorado após a leitura dignificante. Alerta-a com a brandura e ternura que só ele sabe transmitir aos deserdados que dele se aproximam. A moça equivocada chora baixinho, prometendo retornar ali outras vezes .
Assim é Divaldo Franco!
Desejamos homenagear, nessas poucas linhas, o tribuno Divaldo Franco, nas Comemorações dos 50 Anos de Oratória desse médium tão querido de todos nós.
Divaldo não é somente o homem - palavra mas, acima de tudo, é o homem - ação!
Sua Mentora Espiritual a Veneranda Joanna de Ângelis, em recente mensagem assim nos fala:
-"Serve, sem cessar, e prossegue sem enfado e sem desencanto."
Que festa de arromba!
artigo publicado na Presença Espírita de maio / junho de 1997