DESENCARNOU ATROPELADO, MAS... NÃO MORREU!
Na década de 40 um jovem chamado Valter Albuquerque desencarnou atropelado por um automóvel nas ruas da bela cidade do rios Capibaribe e Beberibe. Como alguém poderia ser vitimado, tragicamente, por um veículo, naquela época? Ainda mais em Recife, onde tão poucos carros havia, como aliás, em todo território nacional à época. Deus tem caminhos imprevisíveis...
O fato é que o jovem começou a comunicar-se com o médium, ainda adolescente, Divaldo Franco. Divaldo era filho temporão, seus pais e irmãos eram de outras gerações, por consequência, o diálogo entre eles ficava a desejar. Assim, carinhosamente, os Benfeitores Espirituais colocaram o jovem Valter como se fosse um irmão mais velho de Divaldo, sempre que possível aconselhando-o, ou brincando espontaneamente ou falando abertamente de todas as grandes dúvidas que pairavam sobre a cabeças do moço naquela fase da vida.
O tempo foi passando...Divaldo além de médium tornou-se espírita, isto é, estudou as obras de Allan Kardec, vivenciou-as, colocou à cabeceira e dentro do coração "O Livro dos Espíritos".
Os meios de comunicação naquela data eram muito custosos para quem tinha crianças a cuidar. Assim, todas as despesas precisavam ser cautelosamente previstas.Divaldo chamava Valter de "O Correio", pois sempre que o médium ficava alguns dias longe da "Mansão do Caminho" atendendo a compromissos, e, desejava notícias das crianças, o espírito ia rapidamente até Salvador como se fosse um estafeta abençoado, sendo que de retorno lhe dava informações precisas do que ocorria por lá, tranquilizando-o.
Certa feita, como Divaldo estivesse pregando a palavra do Cristo, na cidade natal de Valter, em Recife, ele pediu ao médium para que juntos fossem à casa de D.. Marta Albuquerque, sua genitora. Foi um momento de muita emoção! Não se saberia dizer se era o médium ou o desencarnado que chorando, abraçados à D. Marta, repetiam baixinho carinhosas palavras que somente o amor sabe falar... Ela era católica mas daquele dia em diante, perante a prova de imortalidade, que seu filho lhe dava, descobriu que a Doutrina Espírita " matara a morte" e feliz, passou a frequentar o Centro Espírita da região desejosa de estreitar laços com seu querido Valter.
Lúcida como sempre, Joanna de Ângelis recomendou à Valter que estudasse o Evangelho, que se aperfeiçoasse durante um bom espaço de tempo no Mundo Espiritual pois que vivendo somente a psicosfera ambiente da Terra, ele não progrediria como era de se esperar. Então, durante cerca de 10 anos o médium quase não o via, já que aceitando a recomendação da Benfeitora, Valter seguira para Colônia Espiritual. No entanto, na década de 90 nosso Valter voltou a ser presença constante na vida do tribuno tão querido de todos nós.
Diz-nos a Veneranda JOANNA DE ÂNGELIS, no excelente livro SOS FAMÍLIA: -"A família é o fulcro da maior importância para o homem.Num lar lucilado pela oração em conjunto onde, a par do exemplo salutar dos cônjuges, a palavra do Senhor recebe consideração e apontamentos superiores, ao menos periodicamente, os dramas passionais, as orrências infelizes, os temores e as discórdias cedem lugar à compreensão fraternal, à caridade recíproca,à paciência, ao amor. Ali se caldeiam os complexos fenômenos da evolução e se resolvem em clima de entendimento os problemas urgentes que dizem respeito à recuperação de cada um."
Diz-nos, no livro "Receitas de Paz, à página 109, Joanna de Ângelis, Benfeitora de todos nós:
"Por mais aflitiva se te aprofunde a dor da saudade, em relação ao ser amado que a morte arrebatou, projeta o pensamento no rumo do amanhã que vos reunirá outra vez, na vida - além da vida.
A morte é fenômeno inevitável, no entanto é bênção que faculta a perene união."